Já contei que já usei medicamento pra emagrecer (sibutramina e outros), que não me senti bem com ele e desisti de tentar essa forma de perda de peso. Entendo quem usa medicamentos – apesar de continuar achando que, sem reeducação alimentar, não vai funcionar a longo prazo. Acontece que, mesmo em se tratando de medicamentos, há opções menos e mais saudáveis.
Há uns dias vi um monte de gente falando sobre o Victoza e fui atrás de saber qual o problema dele. Sim, se todo mundo fala de algo pra emagrecer, penso logo que é porque acham que o produto é milagroso, e então há algo errado! E o problema em questão é que o Victoza (princípio ativo liraglutida) é, na verdade, um medicamento usado para o tratamento da diabetes tipo 2. O emagrecimento é um efeito secundário, quase um efeito colateral. Aliás, um deles. É comum que, nas primeiras semanas de uso, o paciente tenha diarreia, náusea e vômito, dor de cabeça e hipoglicemia. Como bem disse o Carlos Hotta, esses efeitos já garantem uma boa perda de peso – assim como acontece quando se está doente, e, bem, não é exatamente o que se pode chamar de emagrecimento saudável… E o risco de que o princípio ativo cause câncer?
O uso do Victoza como moderador de apetite nem foi liberado pela ANVISA – se é que vai ser! Situação parecida aconteceu há uns 3 anos com o Acomplia (Rimonabanto), que deveria ser utilizado para reduzir a gordura abdominal em obesos com risco de problemas de saúde mas era procurado por quem queria diminuir os pneuzinhos…
A ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – publicou um alerta sobre o uso incorreto do medicamento. A ANVISA também divulgou uma nota informando que o medicamento só está liberado para tratamento da diabetes tipo 2.

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